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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Retrospectiva Palmeiras

O palmeirense começa todo ano com a expectativa de voltar a comemorar um grande título. A última conquista relevante foi na distante Taça Libertadores de América de 1999. Faz tempo...
Em 2011, havia a esperança de o técnico Luis Felipe Scolari começar a mostrar trabalho. Ele havia chegado logo após a Copa do Mundo e em 2010 mal teve tempo de se readaptar ao futebol brasileiro.
Mas a temporada começou e os problemas de anos anteriores se repetiram. Felipão e o vice-presidente do clube, Roberto Frizzo, se alfinetavam a todo momento. O presidente Arnaldo Tirone nunca estava por perto. Galeano, que era para ser o braço direito do treinador, não tinha espaço para tomar nenhuma decisão. Esse clima ruim fora de campo afetou os jogadores.
Após um bom início de Paulistão, o time sucumbiu na hora decisiva, sendo eliminado pelo Corinthians nas semifinais. Na Copa do Brasil, um dos maiores vexames da gloriosa história palestrina: derrota de 6 a 0 para o Coritiba e vergonhosa eliminação ainda nas quartas-de-finais.
O goleiro Marcos, grande referência do time, ficou mais fora, contundido, do que dentro de campo. Valdívia, quando não estava também no departamento médico, defendia a seleção chilena. Kleber, que jurava amor eterno a camisa do Palmeiras, saiu pela porta dos fundos. O volante João Vitor apanhou de torcedoresFica difícil depender apenas de jogadores esforçados, mas que nunca serão protagonistas como Marcos Assunção, Luan, Henrique e Thiago Heleno.
No segundo semestre, eliminação prematura na Copa Sulamericana para o Vasco da Gama e passagem melancólica pelo Brasileirão, onde nas últimas rodadas o time esteve até ameaçado pelo rebaixamento.
Para o Verdão voltar a ser grande dentro de campo é necessário uma gestão competente. O futebol profissional não tolera mais amadorismo, briga pelo poder. E nem paixão ao extremo, como comprovou a administração Luiz Gonzaga Belluzzo. Grandes jogadores precisam voltar a querer defender o Palmeiras. A torcida tem que dar uma trégua, um voto de confiança. Se não a fila só vai aumentar...


COLUNA MARCEL CAPRETZ

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