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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Duas dúvidas no futebol


Adriano Imperador tem mais uma chance no futebol. Pensei que os clubes aprenderiam a lição e eu nunca mais teria que escrever isso. Pelo menos dessa vez, o Flamengo foi mais esperto ou menos burro: fez um contrato de produtividade com o centroavante. Se jogar, recebe. Mas se não sair do departamento médico terá apenas um “simbólico” salário de R$ 50 mil por mês.
O triste da história não é nem que o Mengão está fazendo uma grande besteira ao repatriar o jogador. A maior decepção é o talento desperdiçado de Adriano. O que ele fez nos meados da década passada foi maravilhoso. Tanto com a camisa da Inter de Milão quanto com a da seleção brasileira. Centroavante canhoto, que batia bem na bola, forte no cabeceio e com grande arranque ganhou não só o apelido de Imperador, como cativou toda a Europa.
Os problemas particulares invadiram a carreira de Adriano e arrasaram tudo. Não foi para a Copa do Mundo de 2010, fracassou no Corinthians e está, no mínimo, 15 quilos acima de seu peso ideal.
Adriano pode dar a volta por cima. Só depende dele. De mais ninguém. Eu duvido, mas não nego que é possível.

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Se eu não acredito em Adriano, acredito demais em Paulo Henrique Ganso. E a ida dele para o São Paulo é o melhor caminho para todos que estão envolvidos na situação: o próprio jogador, o Tricolor, o Santos e os empresários da DIS, que detém parte dos direitos econômicos dele.
Muitas vezes na vida é necessário mudar de ares, trocar de ambiente. Ganso não vai mais conseguir render um bom futebol atuando pelo clube de Vila Belmiro. As brigas nos bastidores criaram um rancor indestrutível entre ele e o presidente Luis Álvaro. Para o Peixe também não é bom ter um jogador insatisfeito.
Com a venda, os empresários ganhariam a famigerada comissão e o São Paulo teria um jogador motivado e de muito talento. Que a diretoria do Santos pare de jogar para a torcida, abaixe a pedida e venda o jogador. Está fácil resolver o problema. É só ser racional.

COLUNA MARCEL CAPRETZ

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